Introdução
Acredita no amor à primeira vista ou deve passar por aqui outra vez?
Se o seu ego tivesse uma página de redes sociais, quantos seguidores falsos teria?
Quantas "bandeiras vermelhas" (red flags) já ignorou só porque a pessoa tinha um sorriso bonito?
O que pesa mais numa relação: a química ou a divisão correta das tarefas?
Onde se esconde a linha entre a timidez e a pura provocação?
Nem tudo precisa de amor para ser intenso. Às vezes basta haver desejo, respeito, consentimento e duas pessoas com coragem para não fingirem que não sentem. Porque nem sempre queremos o delicado “vamos fazer amor?”.
Às vezes queremos um “quero-te”. E às vezes um “fod*-m*”. E antes que apareça a polícia dos bons costumes a chamar-lhe ordinário, convém perguntar: ordinário é o quê? Ordinário é esconder uma fantasia porque temos medo do que o outro vai pensar. É querer provocar e ficar calado. É querer avançar e passar a vida com o travão de mão puxado. É sentir t*são e imediatamente vestir-lhe um casaco para ninguém perceber. Ordinário é cortar a própria essência para parecer civilizado. Há homens que são uns bananas.
Há mulheres que são um pãozinho sem sal. E isto não é dizer que uns são melhores ou piores do que outros. Há educação, experiências, medos, tabus, vergonhas e merdas que nos meteram na cabeça desde pequenos. Só que a vida trava muita gente. “Isso não se faz.” “Uma mulher não diz isso.” “Um homem não mostra demasiado.” “Isso é ordinário.” E pronto. Criámos adultos que têm desejo mas não sabem mostrá-lo. Querem provocar, mas bloqueiam. Querem avançar, mas recuam.