Introdução
Escrevo-te sem saber o teu nome, a cor dos teus olhos, se preferes o silêncio da manhã ou a eletricidade do fim de tarde.
Escrevo-te porque sinto falta de alguém que prefira o improviso ao guião.
Poderia falar-te da minha carreira ou das metas que cumpri, mas isso encontras em qualquer biografia aborrecida.
Prefiro dizer-te que sou o tipo de pessoa que deixa o café arrefecer porque se perdeu a observar um gesto teu e que acredita que um bom copo de vinho é o melhor motor de ignição para resolvermos os problemas do mundo, mesmo que seja durante um longo jantar sem que tenhamos chegado a alguma conclusão.
Nesta minha forma de ver e sentir, existe espaço para a pressa de um aeroporto e para a lentidão de um restaurante escondido numa rua que ainda não conhecemos.
Não procuro alguém que me complete, porque acredito que somos seres inteiros. Procuro, sim, alguém que não fragmente a liberdade e que traga a sua própria luz para que possamos, juntos, ver as coisas sob um prisma novo.
Se és capaz de te rir de ti própria, se tens argumentos que dão vontade de continuar a conversar e se, ocasionalmente, perdes a noção das horas porque o momento é simplesmente demasiado bom para ser medido por um relógio... então talvez esta carta seja mesmo para ti.
Dizem que o tempo é o nosso recurso mais escasso, e eu prefiro não o desperdiçar a ler perfis rígidos e sem imaginação quando podíamos estar a escrever a nossa própria história. A história aquela que começa precisamente quando decidimos dizer: Olá, o que te faz sorrir?
Podes encontrar-me algures entre este ecrã e uma esplanada qualquer, a ver a vida passar. Mas aviso, desde já, que o meu café está na mesa e, tal como as melhores oportunidades desta App, ele não vai ficar quente para sempre.
Espero por ti?
Desporto e Hobbies
Imagina que o algoritmo se enganou.
Imagina que não estamos nesta App, a discutir o tempo ou o que fazemos da vida.
A cena é outra.
Estamos numa poltrona antiga, numa daquelas livrarias que cheiram a papel velho e a café acabado de moer.
Esquece o ecrã.
Tu estás sentada ao meu lado. O teu sorriso curioso é a âncora que me prende à realidade enquanto o mundo lá fora corre, frenético e previsível.
Eu tenho um caderno aberto, mas a caneta parou a meio de um verso porque o teu modo de discordar é muito mais interessante do que qualquer rima que eu pudesse inventar.
Eu conto-te histórias de vida. Daquela vez que me perdi numa cidade no norte da África e acabei a jantar num lugar que não vinha no TripAdvisor, onde o sabor da comida exigia coragem e o vinho era o único guia fidedigno.
Falo-te de museus desertos onde a minha cabeça decide declarar "Estado de Pausa" só para ver a vida passar, sem pressa de chegar a lado nenhum.
Tu ris-te e respondes com argumentos que me dão vontade de te abraçar. Não há planos rígidos, nem roteiros para amanhã.
Há apenas esta "Fome de Vida", esta patologia crónica que nos faz querer transformar um jantar simples num debate existencial que só termina quando o café já sabe a pequeno-almoço.
É nesse silêncio, nesse preciso momento que percebemos que não estamos a ler uma história, estamos a vivê-la. Sem guiões, sem planos rígidos.
Apenas com o avesso das coisas. A nossa liberdade, a nossa curiosidade.
Filhos
Tenho filhos e não vivem comigo
Habilitações
Ensino universitário
Bebidas alcoólicas
Bebo socialmente
Personalidade: Ar
Quer saber qual é a sua principal qualidade? E o principal defeito?
Leia as respostas dele ao
teste de personalidade.